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Submetido por marianabarros a 24 July 2026
Presidente do ISCAL reflete sobre a retenção de talento em Portugal em artigo de opinião no Jornal Económico
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Pedro Pinheiro, Presidente do ISCAL, é um dos responsáveis das principais instituições de ensino e formação públicas e privadas convidados pelo Jornal Económico a refletir sobre os desafios do Ensino Superior em Portugal. No seu artigo de opinião, analisa a dificuldade do país em reter os jovens qualificados, defendendo a necessidade de criar condições para que o talento formado em Portugal possa aqui construir o seu futuro.

No texto, Pedro Pinheiro alerta para o facto de Portugal continuar a investir na formação de profissionais altamente qualificados sem conseguir criar condições para que muitos deles permaneçam no país. “Portugal forma talento com qualidade, mas continua a exportá-lo por falta de oportunidades suficientemente atrativas”, afirma.

O presidente do ISCAL sublinha que esta realidade representa uma perda significativa para o desenvolvimento económico e social do país, uma vez que o investimento realizado na educação acaba por beneficiar outras economias. “Quando um jovem altamente qualificado parte, não leva apenas conhecimento. Leva capacidade de inovar, de criar riqueza e de contribuir para o crescimento do país”, refere.

Pedro Pinheiro defende que inverter esta tendência exige uma estratégia articulada entre o ensino superior, o tecido empresarial e os decisores políticos. Para o autor, é essencial criar condições que promovam carreiras qualificadas, remunerações competitivas e perspetivas de progressão profissional que incentivem os jovens a permanecer em Portugal.

O artigo destaca igualmente o papel das instituições de ensino superior na preparação de profissionais capazes de responder aos desafios de uma economia em constante transformação. “Formar bem continua a ser uma missão fundamental, mas é igualmente importante garantir que esse talento encontra razões para permanecer e crescer em Portugal”, escreve.

Para Pedro Pinheiro, a retenção de talento deve assumir-se como uma prioridade estratégica para o futuro do país. “O verdadeiro desafio não está apenas em formar os melhores. Está em criar um país onde os melhores queiram ficar”, afirma.

O artigo termina com uma reflexão sobre a importância de valorizar o capital humano como motor da competitividade nacional. “O futuro de Portugal dependerá da capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento e talento em oportunidades”, conclui Pedro Pinheiro.

Artigo na íntegra disponível em: O país que forma talento para os outros