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Submetido por marianabarros a 20 July 2026
Presidente do ISCAL alerta para a necessidade de reter talento qualificado em Portugal
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Pedro Pinheiro, Presidente do ISCAL, escreveu um artigo de opinião onde reflete sobre os desafios que Portugal enfrenta na retenção de talento qualificado, alertando para a necessidade de criar condições que permitam aos jovens desenvolver as suas carreiras no país.

No texto, Pedro Pinheiro destaca que Portugal continua a investir na formação de profissionais altamente qualificados, mas nem sempre consegue criar oportunidades suficientes para os fixar. “O país forma talento, mas continua a exportar uma parte significativa desse capital humano”, afirma.

O presidente do ISCAL explica que esta realidade representa um desafio estrutural para a economia portuguesa, uma vez que o investimento realizado na qualificação dos estudantes acaba frequentemente por beneficiar outros mercados de trabalho. “Quando um jovem qualificado procura oportunidades fora do país, não leva apenas conhecimento. Leva também inovação, capacidade de criar valor e potencial de crescimento”, refere.

Pedro Pinheiro sublinha que a retenção de talento exige uma resposta articulada entre instituições de ensino superior, empresas e decisores políticos. Segundo o autor, é essencial criar condições que promovam carreiras qualificadas, salários competitivos e perspetivas de progressão profissional que incentivem os jovens a permanecer em Portugal.

O artigo destaca igualmente o papel do ensino superior na preparação de profissionais capazes de responder aos desafios de uma economia em constante transformação. “As instituições de ensino superior têm a responsabilidade de formar pessoas altamente qualificadas, mas o sucesso dessa missão depende também da capacidade do país para valorizar esse talento”, escreve.

Para Pedro Pinheiro, transformar Portugal num país que não apenas forma, mas também retém talento, é um fator determinante para reforçar a competitividade, a inovação e o desenvolvimento económico. “O verdadeiro desafio não está apenas em formar bem. Está em criar condições para que os melhores queiram construir o seu futuro em Portugal”, afirma.

O artigo termina com um apelo à definição de uma estratégia nacional que valorize o talento e reforce a capacidade do país para o transformar num motor de crescimento sustentável. “O futuro de Portugal depende, em grande medida, da forma como conseguirmos valorizar aqueles que aqui estudam, trabalham e inovam”, conclui Pedro Pinheiro.

Artigo na íntegra disponível em: O país que forma talento para os outros