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Submetido por marianabarros a 24 July 2026
Presidente do ISCAL reflete sobre as competências essenciais para o futuro num artigo de opinião no Jornal Económico
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Pedro Pinheiro, Presidente do ISCAL, é um dos responsáveis das principais instituições de ensino e formação públicas e privadas convidados pelo Jornal Económico a refletir sobre as competências que marcarão o futuro do trabalho. No seu artigo de opinião, defende que, num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e pela Inteligência Artificial, serão as competências humanas a fazer a diferença.

No texto, Pedro Pinheiro sublinha que a transformação digital exige profissionais capazes de aliar o conhecimento tecnológico a capacidades como o pensamento crítico, a criatividade e a tomada de decisão. “O verdadeiro fator diferenciador será a capacidade de combinar conhecimento tecnológico com competências distintivamente humanas”, afirma.

O presidente do ISCAL considera que a literacia digital e a utilização crítica e ética da Inteligência Artificial serão competências indispensáveis em praticamente todas as profissões. “Não basta saber usar ferramentas, será necessário compreender as suas potencialidades, reconhecer as suas limitações, avaliar a fiabilidade dos resultados e tomar decisões informadas”, refere.

Pedro Pinheiro destaca ainda que, à medida que as tarefas mais rotineiras são automatizadas, as organizações valorizarão cada vez mais competências como a resolução de problemas complexos, a comunicação, a colaboração e a capacidade de interpretar contextos. “O valor acrescentado das pessoas estará na capacidade de interpretar contextos, estabelecer relações, inovar e criar soluções que a tecnologia, por si só, ainda não consegue produzir”, escreve.

O artigo evidencia também a importância da aprendizagem ao longo da vida, num contexto em que a rápida evolução tecnológica exige atualização constante de conhecimentos. Para o presidente do ISCAL, “a aprendizagem ao longo da vida deixará de ser uma opção para se tornar uma necessidade”, defendendo que o ensino superior deve preparar profissionais capazes de aprender, desaprender e reaprender continuamente.

Na conclusão, Pedro Pinheiro reforça que o futuro não pertence a quem competir com a Inteligência Artificial, mas a quem souber utilizá-la de forma inteligente e responsável. “As organizações procurarão profissionais que utilizem a tecnologia para potenciar a sua capacidade de análise, criatividade e decisão, sem abdicar da ética, da empatia e do sentido crítico”, afirma.

O artigo termina com uma reflexão sobre o papel das competências humanas num mercado de trabalho em constante transformação. “São estas competências profundamente humanas que continuarão a distinguir os melhores profissionais num mercado de trabalho cada vez mais tecnológico”, conclui Pedro Pinheiro.

Artigo na íntegra disponível em: Num mundo dominado pela tecnologia, que competências considera críticas para o futuro?