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Submetido por marianabarros a 22 September 2026
Pedro Pinheiro analisa impacto do método FIFO na tributação das petrolíferas
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Pedro Pinheiro, Presidente do ISCAL, foi ouvido pelo ECO numa análise à utilização do método contabilístico FIFO, “primeiro a entrar, primeiro a sair”, no âmbito da tributação extraordinária sobre os lucros das empresas petrolíferas.

O Presidente do ISCAL explica que, num contexto de subida dos preços do petróleo, a utilização deste método “pode assumir particular relevância”, uma vez que leva a reconhecer como custo das vendas os stocks adquiridos anteriormente, a preços potencialmente mais baixos, enquanto o inventário final fica valorizado a custos mais recentes.

Pedro Pinheiro considera ainda que, em períodos de subida de preços, “o FIFO tende a aumentar a margem bruta e, consequentemente, o resultado contabilístico e a base sobre a qual poderá incidir uma tributação sobre lucros extraordinários”.

Sobre a aplicação prática deste método, o Presidente do ISCAL salienta que as grandes empresas dispõem de sistemas de controlo que permitem identificar o custo associado a cada compra e os respetivos lotes. Nesse sentido, considera que, para uma empresa desta dimensão e com sistemas de informação sofisticados, a aplicação do FIFO não deverá representar uma dificuldade significativa.

Artigo na íntegra disponível em: Primeiro a entrar, primeiro a sair. As contas do Governo para maximizar imposto sobre as petrolíferas