No passado dia 11 de abril de 2026, o ISCAL promoveu o Eco-Trilho ISCAL, uma iniciativa desenvolvida por 4 alunos no âmbito da unidade curricular de Ética e Responsabilidade Social e do programa Eco-Escolas. Reuniu 22 participantes entre estudantes, docentes, familiares, amigos e até um companheiro de quatro patas, que ao longo de um percurso de 5,05 km, entre o Campo Pequeno e o Jardim do Campo Grande, caminharam juntos. A atividade combinou aprendizagem, cidadania, sustentabilidade e convívio.

Um dos momentos centrais da iniciativa teve lugar na zona da Estação de Entrecampos, onde os participantes realizaram uma ação de recolha de lixo urbano. Esta atividade permitiu observar de forma direta o impacto dos resíduos no espaço público, refletir sobre responsabilidade individual e coletiva, melhorar visivelmente a área envolvente e reforçar a sensibilização para a adoção de comportamentos mais sustentáveis. A ação foi ainda acompanhada por uma breve reflexão ética sobre vandalismo, grafitis e gestão do espaço urbano.
O percurso incluiu também várias paragens com dimensão cultural, histórica e cívica. Na Praça do Campo Pequeno, os participantes tiveram oportunidade de conhecer melhor a história e a arquitetura do edifício, bem como de refletir sobre questões ligadas à tradição, ao bem-estar animal e ao impacto ambiental de grandes eventos. Houve ainda momentos de valorização do património e da memória coletiva nas paragens junto das estátuas de Luísa Todi e António Pedro, assim como uma reflexão sobre o papel da Biblioteca Nacional de Portugal na preservação do conhecimento, da história e da cultura. A homenagem a Mário Soares permitiu igualmente abordar temas como democracia, direitos humanos e participação cívica.
A componente ambiental do Eco-Trilho foi reforçada com atividades práticas e observacionais no Jardim do Campo Grande. Os participantes observaram a biodiversidade local, identificando plantas e animais com recurso a informação disponibilizada pela Câmara Municipal de Lisboa e à aplicação Merlin Bird ID. Foi também analisada a presença de lixo, excesso de nutrientes e algas no lago norte do jardim, discutindo-se causas, consequências e possíveis soluções para a melhoria da qualidade da água.
O trilho integrou ainda o Percurso da Álgebra, que permitiu cruzar ciência e cultura, e uma visita ao Jardim-Compostor de Permacultura, com uma explicação sobre práticas de compostagem, economia circular e agricultura sustentável. Já no Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases, o grupo refletiu sobre a importância dos espaços verdes em contexto urbano e sobre o seu papel enquanto lugares de equilíbrio, bem-estar e preservação ambiental.

Mais do que uma caminhada, o Eco-Trilho ISCAL constituiu-se como uma experiência de aprendizagem no terreno, unindo educação ambiental, património cultural, ação cívica, sustentabilidade, convívio intergeracional e participação ativa da comunidade académica. A iniciativa mostrou, de forma concreta, como pequenas ações coletivas podem contribuir para uma maior consciência ética e para um impacto positivo no espaço urbano.