É já no próximo dia 24 de Março que terá lugar o seminário dedicado ao Objetivo nº 3 – Saúde e Bem-estar, da atividade Um ODS por mês. Duas das metas a alcançar até 2030 são “Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo o abuso de drogas e o uso nocivo do álcool.” E “Fortalecer a implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco em todos os países, conforme apropriado.” (a reagendar)
O seminário conta com as seguintes participações:
- Américo Nave | Associação CRESCER
- Maria Aurora Marques Dantier | Adjunta do Núcleo de Operações do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP
- Patrícia Ramos | Psicóloga/ESTeSL
Moderador: Professora Marina Antunes | ISCAL
Cartaz - ODS3 - Seminário "Saúde e Bem-estar"
O bem-estar de todos, vivendo vidas saudáveis, é fator essencial para o desenvolvimento sustentável. É certo que foram feitos avanços significativos relativamente à esperança de vida e no combate a muitas doenças associadas à mortalidade infantil, cujos números caíram de 9.8 milhões em 2000 para 5.4 milhões em 2017. No entanto, persistem problemas de saúde relacionados com a falta de condições de uma vida digna nas populações mais pobres, onde o saneamento e as condições de higiene são deficitárias, enquanto que assistimos à emergência de problemas de saúde relacionados com a poluição ambiental e comportamentos de risco que levam ao aumento do consumo de substâncias que provocam dependências. Educar e alertar para os riscos do abuso dessas substâncias, como estupefacientes, álcool e tabaco, poderá levar a uma redução de 1/3, em 2030, de mortes prematuras provocadas pelo seu consumo abusivo.
O último relatório da ONU sobre a Droga alerta para um aumento constante do consumo destas substâncias, principalmente na Europa, o que demonstra que a resposta dada ao combate e respetiva prevenção não têm sido tão eficazes como o desejado. Cenário idêntico podemos encontrar no Global status report on alcohol and health 2018 no que diz respeito ao consumo de álcool, cujo combate bem sucedido, desde 2010, às doenças mortais daí derivadas, ainda não conseguiu reduzir o consumo mundial per capita, continuando em níveis inaceitáveis a taxa de doenças associadas ao seu consumo. Outras das metas a alcançar até 2030, cujo objetivo é não deixar ninguém para trás, está associada ao consumo do tabaco que provoca cerca de 7 milhões de mortes todos os anos, danifica o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos, para além de custar vários milhões de euros no combate às doenças provocadas pelo seu consumo. Daí que seja necessário um efetivo controlo sobre o tabaco num compromisso que se quer à escala mundial, como o preconizado no relatório de 2019 da Organização Mundial de Saúde, adotando politicas de monitorização e prevenção, entre outras medidas.
Compreender que o combate ao consumo de drogas e outras substâncias nocivas à nossa saúde é uma tarefa contínua, poderá ser o caminho para acabar com o estigma associado ao seu uso. Para tal, torna-se necessário alocar mais recursos e um maior empenhamento da sociedade e das suas instituições no combate e prevenção às dependências, que pela sua significância em números ameaça as gerações futuras, apostando na continuação e na implementação de medidas que já provaram ser eficazes globalmente, nomeadamente através de uma educação de qualidade e inclusiva.







